Muita sala bonita parece igual a todas as outras: o mesmo vaso branco, a mesma bandeja dourada, o mesmo objeto que se vê em qualquer loja de decoração. Uma peça de barro feita à mão numa aldeia do Xingu ou na beira do Araguaia muda essa história logo na primeira olhada, porque ela só existe na sua casa.
Neste guia você conhece as cerâmicas indígenas que estão hoje na Maniò, feitas pelos povos Waura e Karajá, e vê onde cada uma funciona melhor na sala: estante, mesa de centro, aparador ou nicho.
Por que cerâmica indígena dá identidade brasileira à sala
O barro é um dos materiais mais antigos do Brasil. Muito antes de existir decoração de interiores, os povos originários já modelavam panelas, bichos e figuras humanas com a argila dos rios, e muitos continuam fazendo isso hoje com técnicas que passam de mãe para filha.
Quando uma dessas peças entra na sala, ela traz junto a textura do barro queimado, a pintura feita à mão com tintas naturais e as pequenas irregularidades que nenhuma fábrica copia. Ela combina com madeira, palha, linho e plantas, materiais que já estão em boa parte das casas brasileiras, e por isso se encaixa sem esforço em salas modernas, rústicas ou minimalistas.
Todas as peças da coleção de cerâmicas indígenas da Maniò vêm identificadas com o povo que as fez. Hoje são dois: Waura e Karajá.
Cerâmica Waura: o barro do Alto Xingu
Os Waura, também chamados de Wauja, vivem no Alto Xingu, em Mato Grosso, e são conhecidos na região como os grandes ceramistas do Xingu. Suas panelas e figuras de bichos circulam entre os povos vizinhos há gerações. A pintura usa tons de bege, ocre, preto e vermelho, com grafismos geométricos que cobrem o corpo de cada peça.
Tamanduás Waura
Os tamanduás de 14 cm são a maior parte da coleção Waura neste momento, e cada um tem uma pintura diferente: zigue-zague fino, pintas pretas, arco dentado, faixa vermelha, sol em laranja e preto. O tamanho é ideal para a mesa de centro, apoiado sobre dois ou três livros, ou para quebrar a linha reta de uma prateleira.
Para quem quer uma peça de mais presença, há tamanduás de 20 a 25 cm e outros bichos Waura de 17 a 23 cm, que funcionam sozinhos num aparador ou rack.
Xícaras Waura
Pequenas, com cerca de 11 cm de comprimento, as xícaras de barro Waura ficam lindas em grupo. Três delas sobre uma bandeja de madeira no aparador ou no carrinho de bar formam uma composição pronta, que chama atenção sem pesar no ambiente. Recomendamos usá-las como peças decorativas.
Peças grandes em marrom e preto
As cerâmicas Waura maiores, com até 25 cm de comprimento e acabamento em marrom e preto, são para quem quer um ponto focal. Funcionam como centro de mesa, em cima do rack ou num nicho iluminado, e conversam muito bem com um cesto de fibra indígena ao lado.
Veja todas as peças em cerâmicas Waura.
Cerâmica Karajá: as Ritxoko e os bichos do Araguaia
Os Karajá vivem às margens do rio Araguaia, na região da Ilha do Bananal, no Tocantins. As mulheres Karajá modelam as Ritxoko, bonecas de barro pintadas com jenipapo e carvão, que representam pessoas, cenas do cotidiano e a vida da aldeia. Em 2012, o modo de fazer as bonecas Karajá foi registrado pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil.
Bonecas Ritxoko
As bonecas Ritxoko são as peças mais numerosas da coleção hoje. A maioria tem entre 9 e 14 cm, e cada uma traz um detalhe próprio: colar azul e branco, colar verde, saia, corpo pintado de vermelho, figura sentada com panela ou com aro. Há também bonecas maiores, de 12 a 14 cm, com pintura mais elaborada.
Na sala, elas funcionam melhor em grupo. Três ou cinco bonecas de alturas diferentes, alinhadas numa prateleira da estante ou dentro de um nicho, contam uma pequena história e viram assunto de conversa em qualquer visita.
Onças, anta e tamanduá Karajá
Os bichos Karajá são pequenos, com 9 a 15 cm de comprimento, e pintados com o mesmo preto de jenipapo das bonecas. Uma onça entre os livros da estante ou uma anta ao lado de um porta-retrato trazem a fauna brasileira para a sala de um jeito discreto e cheio de personalidade.
Veja todas as peças em cerâmicas Karajá.
Onde colocar cada cerâmica na sala
Estante: monte grupos de três peças com alturas diferentes, deixando espaço vazio ao redor. Bonecas Ritxoko e bichos Karajá funcionam muito bem entre livros deitados.

Mesa de centro: uma peça só, de 14 a 20 cm, apoiada sobre livros de arte. O tamanduá Waura é a escolha mais segura para esse lugar.

Aparador ou rack: peças maiores, como os bichos Waura de 17 a 25 cm, ou um trio de xícaras sobre uma bandeja de madeira.

Nicho iluminado: é o lugar ideal para as bonecas Ritxoko maiores, porque a luz de cima realça os detalhes da pintura.

Para completar a composição, a cerâmica conversa bem com pinturas indígenas em tela na parede e com remos decorativos, criando uma sala com unidade de materiais e cores.
Como cuidar da cerâmica indígena
As peças são de argila queimada e pintadas com tintas naturais, então pedem pouco cuidado. Tire o pó com pincel macio ou pano seco e evite água, produtos de limpeza e lugares úmidos, que podem manchar a pintura. Deixe as peças em superfícies firmes, longe da beira da prateleira, e use as cerâmicas como objetos decorativos.
Por que comprar cerâmica indígena na Maniò
A Maniò vai até as aldeias e compra cada peça das artesãs e dos artesãos indígenas, paga antes e a preço justo. Cada compra feita aqui leva a Maniò de volta às aldeias para comprar novas peças. Comércio é só a ponta. A relação é a raiz.
Como cada cerâmica é modelada e pintada à mão, existe uma só de cada. O tamanduá ou a boneca Ritxoko que você escolhe hoje é exatamente a peça da foto, com aquela pintura.
Escolha a sua na coleção de cerâmicas indígenas. Compras acima de R$ 300 têm frete grátis para o Sul e o Sudeste, o que permite montar um trio para a estante pagando só pelas peças.
Perguntas frequentes
Qual cerâmica é melhor para decorar sala pequena?
Peças de 9 a 14 cm, como as bonecas Ritxoko Karajá e os tamanduás Waura de 14 cm. Elas dão personalidade à estante ou à mesa de centro sem ocupar muito espaço.
O que são as bonecas Ritxoko?
São bonecas de cerâmica feitas pelas mulheres do povo Karajá, do rio Araguaia, pintadas com jenipapo e carvão. Em 2012 o modo de fazê-las foi registrado pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil.
Quem faz a cerâmica Waura?
O povo Waura, também chamado de Wauja, que vive no Alto Xingu, em Mato Grosso. Eles são conhecidos como os grandes ceramistas da região.
Posso usar as xícaras Waura para beber café?
Recomendamos usar as xícaras como peças decorativas. A pintura é feita com tintas naturais e pode se desgastar com o contato frequente com líquidos e lavagem.
Como limpar cerâmica indígena?
Com pincel macio ou pano seco. Evite água e produtos de limpeza, que podem manchar a pintura natural.




