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pronome jo’é [zo’é], “nós mesmos”, se consolidou aos poucos como a autodenominação, que diferencia este povo dos não- indígenas, chamados kirahi. No final dos anos 1980, quando começaram a conviver com missionários e com servidores da Funai, esse termo não era usado para designar a si mesmos, mas para identificar qualquer pessoa que adquirisse alguma proximidade e que passava, então, a ser considerada “gente como nós”. O pronome se transforma em etnônimo quando os Zo’é aprendem a se pensar como “indígenas”, uma categoria antes desconhecida por eles e que só poderia surgir da trajetória de convivência com diferentes grupos de não-indígenas. O termo Poturu, ou Poturujara, difundido inicialmente como nome dos índios do Cuminapanema, designa tão somente a madeira da árvore utilizada para confeccionar os adornos labiais embe’pot. “Poturu!” respondiam os Zo’é, quando alguém apontava para seus rostos, buscando saber seu nome.

Língua Os Zo’é são falantes de uma língua Tupi-Guarani, do tronco Tupi. Nos últimos quatro anos, um número significativo de jovens e todos os chefes de aldeia aprenderam a se comunicar em português. Cerca de 20 jovens estão escrevendo e lendo em sua língua, apropriando-se da grafia proposta em estudos linguísticos (Cabral, 2013).

Fonte :Zo'é - Povos Indígenas no Brasil (socioambiental.org)